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Recuperação Judicial do Banco Espirito Santo aceita pela Justiça de Luxemburgo

Justiça aceita pedido de recuperação judicial de empresas do Grupo Espírito Santo

Corte de Luxemburgo considerou admissíveis os argumentos apresentados pela Espírito Santo Financial Group (ESFG) e pela Rioforte

Fachada do banco Espírito Santo, em Lisboa
Fachada do banco Espírito Santo, em Lisboa (Mario Proenca/Bloomberg/Getty Images/VEJA)

O tribunal comercial de Luxemburgo aceitou o pedido de recuperação judicial apresentado pelo Espírito Santo Financial Group (ESFG) e pela Rioforte Investments, ambas do português Grupo Espírito Santo (GES), que passa por dificuldades financeiras. A ideia é, com a proteção contra credores, ganhar tempo para reestruturar as finanças das empresas e evitar a venda descontrolada de ativos para pagar as dívidas. Em comunicado, o Tribunal disse que considerou admissíveis os argumentos das empresas. Segundo a imprensa portuguesa, o valor das dívidas das duas empresas é de aproximadamente 7 bilhões de euros.

As autoridades de Luxemburgo já haviam aceitado o pedido de recuperação judicial de outra empresa do GES, a Espírito Santo International (ESI). A ESI é controlada em 56% pela família Espírito Santo e detém a totalidade do capital da Rioforte, holding através da qual controla 49% da Espírito Santo Financial Group (ESFG). Este, por sua vez, é o maior acionista do Banco Espírito Santo (BES), com 20% de participação.

As dificuldades financeiras da Rioforte prejudicaram o andamento da fusão entre a Portugal Telecom e a Oi, após a operadora portuguesa tomar calote da Rioforte. O problema teve início quando a Rioforte recebeu, ao longo do primeiro semestre, cerca de 900 milhões de euros da Portugal Telecom, em troca de títulos com vencimento de curto prazo. Ao dar o calote nessa dívida, a Rioforte comprometeu o caixa da Portugal Telecom e, consequentemente, sua fusão com a Oi. Pelo fato de ambas estarem interligadas ao BES, o banco também tem sido alvo de grande desconfiança. Oi e Portugal Telecom tiveram de rever os termos da fusão para que a operadora brasileira seja menos afetada.