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Falências e Recuperações Judiciais

Aumento no número de falências em Julho

Em julho deste ano, foram realizados 141 pedidos de falência em todo o país, segundo indicador da Serasa Experian. O número representa uma alta de 23,7% frente ao valor de junho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço foi menor, de 3,7%.

Dos 141 requerimentos de falência efetuados em julho de 2014, 64 foram de micro e pequenas empresas, 41 de médias e 36 de grandes.

Quanto às recuperações judiciais requeridas, foi registrada queda de 10,1% em julho de 2014 frente a junho. Foram 62 solicitações realizadas no sétimo mês deste ano, contra 69 em junho. As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial com 33 pedidos, seguidos pelas médias (20), e pelas grandes (9).

Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, o resultado do início do segundo semestre “reflete as dificuldades impostas pela atual conjuntura econômica adversa – juros altos, estagnação da economia e elevações de custos – sobre a saúde financeira das empresas”.

De acordo com eles, o acúmulo de feriados e dias paralisados em junho, por conta da primeira fase da Copa do Mundo, influenciou a base de comparação com junho, “ocasionando crescimento mais acelerado dos pedidos de falências em julho na sua comparação mensal”.

Boa Vista
Divulgação da Boa Vista serviços, também desta segunda-feira (4), aponta que os pedidos de falências registraram queda de 7,3% de janeiro a julho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2013, de acordo com dados nacionais divulgados pela Boa Vista SCPC.

Em julho, na comparação mensal, os pedidos aumentaram 28,8%. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, foram 14,1% menor, aponta.

 

FONTE: G1 e Serasa

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Recuperação Judicial do Banco Espirito Santo aceita pela Justiça de Luxemburgo

Justiça aceita pedido de recuperação judicial de empresas do Grupo Espírito Santo

Corte de Luxemburgo considerou admissíveis os argumentos apresentados pela Espírito Santo Financial Group (ESFG) e pela Rioforte

Fachada do banco Espírito Santo, em Lisboa
Fachada do banco Espírito Santo, em Lisboa (Mario Proenca/Bloomberg/Getty Images/VEJA)

O tribunal comercial de Luxemburgo aceitou o pedido de recuperação judicial apresentado pelo Espírito Santo Financial Group (ESFG) e pela Rioforte Investments, ambas do português Grupo Espírito Santo (GES), que passa por dificuldades financeiras. A ideia é, com a proteção contra credores, ganhar tempo para reestruturar as finanças das empresas e evitar a venda descontrolada de ativos para pagar as dívidas. Em comunicado, o Tribunal disse que considerou admissíveis os argumentos das empresas. Segundo a imprensa portuguesa, o valor das dívidas das duas empresas é de aproximadamente 7 bilhões de euros.

As autoridades de Luxemburgo já haviam aceitado o pedido de recuperação judicial de outra empresa do GES, a Espírito Santo International (ESI). A ESI é controlada em 56% pela família Espírito Santo e detém a totalidade do capital da Rioforte, holding através da qual controla 49% da Espírito Santo Financial Group (ESFG). Este, por sua vez, é o maior acionista do Banco Espírito Santo (BES), com 20% de participação.

As dificuldades financeiras da Rioforte prejudicaram o andamento da fusão entre a Portugal Telecom e a Oi, após a operadora portuguesa tomar calote da Rioforte. O problema teve início quando a Rioforte recebeu, ao longo do primeiro semestre, cerca de 900 milhões de euros da Portugal Telecom, em troca de títulos com vencimento de curto prazo. Ao dar o calote nessa dívida, a Rioforte comprometeu o caixa da Portugal Telecom e, consequentemente, sua fusão com a Oi. Pelo fato de ambas estarem interligadas ao BES, o banco também tem sido alvo de grande desconfiança. Oi e Portugal Telecom tiveram de rever os termos da fusão para que a operadora brasileira seja menos afetada.